Aroma da terra
Que adentra as narinas
Enquanto caminho
Na velha estradinha
Ando firme
Passo a passo
Sem pressa
Sinto o cheiro da terra molhada pela manhã
O perfume do orvalho nas folhas das macieiras
Ouço o canto dos pássaros alegres nos galhos
Bem-te-vis...
Canários...
Vejo o bater de asas
De borboletas
E beija-flores...
Respiro o ar puro ainda gelado
Da névoa da manhã.
Os aromas pouco a pouco se misturam
Cheiro da terra molhada
Do pãozinho caseiro
Do bolo de fubá quentinho
Que acaba de sair do forno
Todos alegres caminhando
Sem pressa,
Cumprimentando-se
Velhos, crianças
Todos rindo
Quero de tudo um pouquinho
A terra molhada
A maçã colhida ao pé da macieira
O pãozinho e o bolo,
Ainda com aquela fumacinha saindo a cada mordida,
Leite da vaca
Café moído na hora...
Quero sorriso de criança animada
De velhinho experiente e feliz por viver...
Quero adultos de portas abertas
Convidando o vizinho para um café
E um dedo de prosa
Na velha sacada da casa.
(por Monica Ap. O.)


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